FAPESC CP Nº 027/2026 · NOVA ECONOMIA ESPACIAL

Observatório da Economia Espacial Catarinense

O Observatório da Economia Espacial Catarinense (OESC) conecta universidades, empresas, governo e sociedade para identificar como competências existentes em Santa Catarina podem gerar inovação, negócios e soluções por meio de tecnologias, infraestrutura e dados espaciais.

EM DESTAQUE

Atualizações e oportunidades

Chamadas, oportunidades de participação e ações em andamento no OESC.

REDE OESC

Cadastro de interesse

Canal permanente para registro de interesse de pesquisadores, empresas, órgãos públicos, organizações, estudantes, profissionais e demais públicos relacionados à iniciativa.

Formas de participação
MAPEAMENTO

Ecossistema catarinense

O mapeamento estadual reunirá competências, infraestrutura, atores, demandas e oportunidades relacionados à Nova Economia Espacial em Santa Catarina.

Conhecer as áreas de interesse

O espaço já faz parte de atividades cotidianas e de diversos setores da economia.

A participação na economia espacial não se restringe à construção de satélites. Agricultura, economia do mar, defesa civil, meio ambiente, telecomunicações, energia, inteligência artificial, manufatura, logística, cidades e políticas públicas já utilizam ou podem se beneficiar de dados e tecnologias espaciais. O desafio consiste em identificar essas conexões e transformá-las em oportunidades.

Diagrama mostrando como o ecossistema espacial se conecta a diferentes setores da economia

Mapear

Serão identificados pesquisadores, empresas, grupos de pesquisa, competências, infraestrutura e demandas em todo o Estado, reunindo capacidades existentes que ainda não estão conectadas.

Conectar

Aproximar universidades, empresas e governo, transformando capacidades que já existem em respostas para problemas reais e oportunidades concretas.

Planejar

Construir diagnóstico, prioridades e um roadmap que oriente pesquisa, inovação, investimentos e políticas públicas.

O PROJETO

Equipe do OESC

O OESC nasceu de uma proposta aprovada na Chamada Pública FAPESC nº 027/2026 - Nova Economia Espacial (New Space). O projeto é liderado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , com coordenação do SpaceLab/UFSC.

A equipe formal do projeto reúne 48 pesquisadores e profissionais . Além de integrantes da UFSC em Florianópolis, participam pesquisadores de outros campi da Universidade, de outras universidades e institutos, de órgãos públicos e de organizações do setor privado.

Essa rede multidisciplinar agrega competências em sistemas espaciais, engenharia, telecomunicações, computação, dados e inteligência artificial, geotecnologias, economia, inovação, regulação e políticas públicas.

UFSC UNIVALI UDESC IFSC UNIFA UnB SATC ANATEL Webphy Instituto START Univ. Montpellier

Áreas de interesse

O OESC é multidisciplinar. Estas comunidades são um ponto de partida para aproximar competências catarinenses das oportunidades da Nova Economia Espacial.

Sistemas Espaciais, Indústria e Infraestrutura

Eletrônica, sistemas embarcados, materiais, energia, manufatura, automação, sensores, RF e estações de solo.

Terra, Clima e Recursos Naturais

Agricultura, florestas, oceanografia, economia do mar, ambiente, recursos hídricos, clima e defesa civil.

Conectividade, IoT e Infraestrutura Territorial

Telecomunicações, IoT, GNSS, logística, conectividade remota, energia, mobilidade e infraestrutura.

Dados, IA e Inteligência Geoespacial

Computação, inteligência artificial, ciência de dados, GIS, sensoriamento remoto e visualização.

Economia, Inovação, Mercado e Políticas Públicas

Cadeia de valor, startups, negócios, investimentos, regulação, desenvolvimento regional e planejamento.

As áreas de interesse não constituem uma lista fechada

A função do OESC é justamente observar o ecossistema catarinense, identificar competências, setores e demandas ainda não representados e compreender como podem se conectar à Nova Economia Espacial. Novas áreas de interesse poderão ser incorporadas continuamente a partir desse processo de mapeamento.

Um observatório para todo o Estado

O mapeamento e a articulação do OESC devem alcançar todas as mesorregiões de Santa Catarina, identificando competências, atores, demandas e oportunidades locais.

Mapa de Santa Catarina com as mesorregiões atendidas pelo OESC

Como o OESC atua

A metodologia do projeto está organizada em seis eixos integrados de execução, complementados por um componente transversal de avaliação de maturidade tecnológica e governança da rede.

EIXO 1

Estruturação e governança

Implantação da estrutura operacional do Observatório, procedimentos de gestão, protocolos de coleta de dados e mecanismos de governança e continuidade da rede.

EIXO 2

Mapeamento do ecossistema

Levantamento de capacidades upstream, downstream e tecnologias habilitadoras, incluindo atores, infraestrutura, demandas, oportunidades de cooperação e maturidade tecnológica.

EIXO 3

Plataforma digital e IA

Organização, processamento e visualização dos dados do ecossistema, com uso de inteligência artificial para mineração, classificação, monitoramento tecnológico e identificação de relações.

EIXO 4

Diagnóstico estratégico

Análises SWOT e PESTEL, redes, benchmarking, foresight e horizon scanning para identificar tendências, oportunidades, riscos e trajetórias futuras.

EIXO 5

Planejamento e provas de conceito

Construção de cenários prospectivos, definição de prioridades, elaboração do Roadmap da Economia Espacial Catarinense e demonstração de soluções por meio de provas de conceito.

EIXO 6

Disseminação e transferência

Workshops, fóruns, seminários, missões técnicas, publicações, capacitações e formação para ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer o ecossistema catarinense.

Alinhamento estratégico e impactos transversais

POLÍTICA ESPACIAL

PNAE e PESE

O cruzamento entre capacidades existentes e demandas dos setores público e privado busca revelar oportunidades de inovação e subsidiar políticas públicas alinhadas ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) e ao Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE).

AGENDA 2030

Desenvolvimento sustentável

As atividades do OESC contribuem para os ODS 4, 8, 9, 11, 13, 14, 15 e 17, incluindo educação, inovação, crescimento econômico, cidades sustentáveis, ação climática, vida na água, vida terrestre e parcerias.

CAPACITAÇÃO

Formação e qualificação

Estudantes e pesquisadores serão integrados às atividades do Observatório, com workshops, seminários e programas de capacitação voltados à academia, à indústria e ao poder público, contribuindo para a atração e retenção de talentos em Santa Catarina.

Da observação à aplicação. O mapeamento de capacidades será cruzado com demandas concretas de setores como agricultura de precisão, monitoramento ambiental, defesa civil, logística, gestão de recursos hídricos, conectividade e economia do mar.

Principais entregas do OESC

O projeto deverá transformar o mapeamento e o diagnóstico em instrumentos permanentes de inteligência e planejamento para Santa Catarina.

Atlas da Economia Espacial Catarinense

Capacidades, competências, infraestrutura e oportunidades.

Censo Estadual do Setor Espacial

Atores, empresas, ICTs, laboratórios e recursos humanos.

Plataforma Digital OESC

Dados, indicadores, mapas e painéis interativos.

Roadmap Estadual

Prioridades e trajetórias de curto, médio e longo prazo.

Carteira de Projetos Prioritários

Oportunidades estruturantes para pesquisa, inovação e investimento.

Rede Catarinense da Economia Espacial

Integração permanente entre academia, governo, indústria e sociedade.

Roadmap de execução do OESC

Esta é uma visão gerencial simplificada do caminho do projeto. O Roadmap da Economia Espacial Catarinense será construído posteriormente, a partir do mapeamento, diagnóstico e consultas ao ecossistema.

  1. FASE 1

    Mobilizar

    M1–M3

    Governança, bolsas, instrumentos de coleta, rede inicial e arquitetura da plataforma.

  2. FASE 2

    Mapear

    M2–M10

    Atores, competências, infraestrutura, regiões e demandas.

  3. FASE 3

    Entender

    M8–M18

    Diagnóstico, inteligência de dados, benchmarking, redes e foresight.

  4. FASE 4

    Priorizar e demonstrar

    M12–M24

    Cenários, roadmap, prioridades e provas de conceito.

  5. FASE 5

    Consolidar

    M20–M26

    Plataforma pública, publicações, rede e estrutura de continuidade.

REDE OESC

Integração à Rede OESC

A Rede OESC está aberta a pesquisadores, empresas, órgãos públicos, organizações, estudantes, profissionais e demais interessados na Nova Economia Espacial em Santa Catarina. O cadastro permitirá registrar competências, demandas, interesses e possibilidades de colaboração.

Formas de participação